O crepúsculo da civilização: dominação, natureza e razão instrumental em Max Horkheimer
Publicado 2026-07-31
Palavras-chave
- Razão instrumental, Dominação, Natureza, Mundo administrado, Horkheimer
Como Citar
Copyright (c) 2026 Nicolás Del Valle Orellana

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Resumo
Este artigo propõe uma leitura sistemática da obra de Max Horkheimer a partir da noção de crepúsculo como figura crítica para compreender a crise civilizatória contemporânea. Examina-se como a transição histórica da razão objetiva para a racionalidade instrumental transforma a relação entre a humanidade e a natureza, consolidando formas de dominação expressas tanto na exploração ecológica quanto na formação de subjetividades ajustadas às exigências do sistema. Com base em textos escritos entre as décadas de 1930 e 1970, demonstra-se que esse processo conduz ao surgimento do “mundo administrado”, uma ordem social marcada pela racionalização total da vida, pela tecnificação dos vínculos e pela neutralização da capacidade crítica. No entanto, o diagnóstico de Horkheimer não se limita à descrição do declínio: reconhece a persistência de restos de liberdade, afetos não instrumentalizados e práticas emancipatórias que podem anunciar a possibilidade de um novo amanhecer. Sob essa perspectiva, a metáfora do crepúsculo permite pensar a modernidade tardia como um tempo limiar no qual decadência e transformação coexistem, e no qual a crítica filosófica constitui uma orientação mínima diante da crise atual.
